"O Homem é um rio poluído. É preciso ser um mar para, sem se poluir, receber um rio poluído"
20/05/2008
16/05/2008


FONTE INTERNET

O novo disco de DJ Dolores chama-se 1 Real. É o de embalagem mais luxuosa entre os seis que ele já lançou (contando com trilhas sonoras para cinema e teatro). Paradoxalmente suas ilustrações, e inspirações para algumas letras são calcadas nos sinais explícitos da impagável e peculiar miséria que assola o Recife: "O Recife é o centro das atenções neste disco, onde procurei relacionar o ambiente com a música", confirma DJ Dolores.
Os signos da vida abaixo do nível de pobreza estão espalhados pela capa e encarte. Como por exemplo, os pequenos cartões com os quais mendigos pedem auxílio nas ruas e coletivos: "Faça hoje uma boa ação – Ajude-me comprando este por 0,50 aceito vale, passe e tickes (sic)". O título do CD vem de um "cardápio", de uma destas carrocinhas que vendem fast-food de origem duvidosa: "Pastel coxinha c/guaraná R$ 1".
Mas não se pense que o disco também é alicerçado nos ritmos regionais, ou apenas nestes. 1 Real é um trabalho de difícil catalogação, até porque DJ Dolores envereda também pela composição das canções, inclusive escrevendo letras. A faixa que abre o disco é um reggae, é assim explicado por ele, no encarte (em inglês): "Músicos não sabem como classificar sua própria música, e deixa esta tarefa dúbia para gerentes de marketing e jornalistas. Músicos querem fazer música e não se preocupam em qual prateleira o disco será colocado. De forma que deixemos os cães latirem enquanto a caravana dança".
Músicos talvez não se preocupem em rotular o que produzem, mas jornalistas têm que traduzir a música para o leitor. No caso de 1 Real nunca o rótulo world music se encaixa tão bem num disco. E por world music entenda-se música sem fronteiras: "A diferença para meus outros discos é que este está mais internacional", ratifica ele. E também o som mais aproximado do pop, como acontece em Shakespeare (de Caldão Volpato, feita para Senza vapore, disco de cabeceira dos mangueboys de primeira hora). Marion Del'Eite, cantora francesa que vive no Rio, a interpreta em levada de chanson, lenta e suave. Esta é para tocar no rádio.
Porém Shakespeare é antecedida por Wakaru, um caboclinho turbinado. "Há muitos elementos desconexos nesta canção: pífanos de caboclinho, linha de baixo de trance, uma rabeca melodiosa e um cara falando num japonês estropiado. Sacou a coisa? Nem eu, mas gostaria", diz Dolores.
O elemento surpresa se faz presente ao longo de todo o disco. Quem esperaria um surfe rock, meio indie, num disco de DJ Dolores? Flying horse é isto, ou melhor, como ele próprio explica: "Há uma faixa surpreendente de Saul Williams (rapper, ator e escritor americano) na qual ele se vale de surf music como fundo para um poema dele. Queria fazer algo semelhante, mas em certo momento perdi controle e a canção acabou soando como seria com uma velha banda de garagem brasileira se eles já tivessem computadores nos anos 70. Música tem vida própria, é só segui-la".
Depois de um rock, uma faixa intitulada Saudade, inspirada num forró dos anos 70, A velha debaixo da cama (Jonas Andrade), que também acabou saindo do controle, "Quando comecei esta faixa tinha aquela música na cabeça, mas não sei exatamente o que aconteceu. Talvez tenha sido o frio de Campos do Jordão (onde eu estava quando compus a música), mas acabou como uma coisa melancólica, sentimental".
Uma das melhores faixas do álbum é Tocando o terror, um carimbó cadenciado, com umas levadas latinas no meio, e uma guitarra matadora de Gabriel Melo (co-autor da canção). "Fui para o estúdio com a base pronta, porém sem ter idéia de como desenvolver a coisa. Então Gabriel veio com um tremendo solo e aconteceu", conta Dolores a criação da canção, que é cantada por Tiné (da Academia da Berlinda), um dos vários convidados do disco. As vozes quase todas são de Isaar (que está cada vez melhor cantora, com seu timbre único). Mônica Feijó, Cláudia Beija, Silvério Pessoa e Hugh Cornwell, da banda inglesa protopunk The Stranglers, são as outras vozes no disco.
Nos instrumentos, uma seleção de craques, entre os quais o sempre instigado guitarrista Fernando Catatau, o baixista Júnior Areia e Bactéria (Mundo Livre S/A), Dengue. DJ Dolores derrama-se em elogios a Yuri Queiroga, espécie de faz-tudo do disco, presente em quase todas as faixas, tocando de guitarra a ocarina.
No luxuoso encarte, Dolores em lugar das letras das canções, preferiu incluir pequenos textos, uns comentando as faixas, outros filosófico, como o de Cala cala (uma das poucas faixas que lembram ao primeira fase, com a Santa Massa, com a rabeca de Maciel Salu à frente): "Fico constantemente impressionado pelo tipo de convicção que é marca registrada do idealista extremado. Universo que o cerca é hostil ao seu ponto de vista – então eles atacam veementemente nosso mundo o qual – sob sua ótica – parece imperfeito e necessitando de ser transformado".
Lançado pelo selo belga Crammed (o mesmo de Cibelle, Bossacucanova, Konono nº1, John Lurie), 1 Real sairá primeiro na Europa, em fevereiro, quando DJ Dolores e a Aparelhagem embarcam numa turnê por sete países, começando em Portugal e terminando na França. "Não sei exatamente quando o disco será lançado aqui, mas pretendo fazer isto o mais breve possível, para viajar com o show também pelo Brasil. Estou negociando, pode ser que saia encartado em alguma revista. Vou fazer também uma edição mais simples, para vender nos shows", diz
FONTE EXTRAIDA DA INTERNET
15/05/2008

“O Teatro Mágico é a idéia de um sarau amplificado onde tudo pode acontecer”, explica Fernando Anitelli, responsável pela idealização e direção artística do projeto. Em um sarau pessoas dispostas a se expressarem artisticamente se reúnem para somar experiências, compartilhar idéias e ideais. Através do projeto “O Teatro Mágico”, Fernando Anitelli amplifica a atmosfera de um sarau, convidando artistas que através da música, do teatro, do circo e da poesia possam contribuir para a composição do espetáculo, que renova a cada apresentação.
No palco, percebe-se a fusão harmoniosa do popular e do erudito - violão, guitarra, baixo, bateria e samples se somam aos violinos, aos instrumentos de sopro e de percussão. O show é repleto de surpresas e emoções. Ora uma cena de teatro arranca sorrisos da platéia, ora uma boneca despenca habilidosamente de um tecido colorido. Trapezistas e malabaristas desafiam a força, o equilíbrio e a destreza, enquanto o público, maravilhado, se deleita com tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo.
Em cena, músicos e atores caracterizados com maquiagem e figurinos “clown” transmitem a idéia de que cada um ali é um personagem - o personagem maior de si mesmo. Com base na idéia de que a arte pode deixar de ser um mero objeto de consumo, Fernando Anitelli, através de projeto “O Teatro Mágico”, vem mostrando com sucesso que é possível trilhar um caminho alternativo para a produção e divulgação artística no Brasil. O cd “O Teatro Mágico - Entrada Para Raros” registra mais de 50 mil Cópias vendidas. Na Virada Cultural 2007, em são Paulo, 40 mil pessoas presenciaram o espetáculo. A Recente turnê pelo nordeste reuniu mais de 5 mil espectadores só em Recife.
A Divulgação, feita pelo boca-a-boca e pela internet, conta com o site oficial (120 mil acessos/mês), com o youtube (mais de 2 mil vídeos) e com o orkut, onde constam comunidades criadas em diversos estados do país -ponto de encontro para o público, que organiza encontros e saraus para celebrar o espírito da arte e cultura livre proposto pelo projeto. A comunidade oficial do Teatro Mágico recebe novas adesões diariamente - atualmente são quase 80 mil membros, levantando a bandeira da arte livre, Fernando Anitelli disponibiliza todas as músicas do espetáculo para serem baixadas gratuitamente no site oficial (www.oteatromagico.mus.br) e o cd, gravado de modo independente, sem apoio de gravadoras e distribuidoras, é vendido pela internet e na lojinha montada nas apresentações por apenas R$5. Para aqueles que não possuem condições de ter acesso ao material, Anitelli incentiva a cópia e a distribuição
gratuita de seu trabalho.
FONTE SITE OFICIAL
Lenine

Cantor, compositor, arranjador, músico e produtor. Poucos artistas reúnem talento em tantas atividades. Já no começo dos anos 80, o público, perplexo, via Lenine e seus companheiros invadindo o palco com bumbos rústicos, entoando tradicionais maracatus pernambucanos com uma linguagem pop e equilibrando os acentos regionais de sua música. Cerca de 15 anos ainda se passariam até que o gênero fosse aceito em âmbito nacional e Recife (PE) fosse vista como um novo pólo de criação musical no Brasil.
Aos 17 anos, em sua Recife natal, Oswaldo Lenine Macedo Pimentel montou com um amigo a loja de discos Wave, para estar mais perto dos desejados LPs importados. Só então ele despertaria para a música brasileira. Dois anos depois, foi acompanhar o nascimento de seu primeiro filho, no Rio de Janeiro (RJ), onde pretendia passar um ou dois anos, mas foi ficando, ficando... Inscreveu-se no festival MPB Shell 81 com a música “Prova de fogo”, de sua autoria. No ano seguinte, gravou seu primeiro disco, “Baque solto”, em parceria com Lula Queiroga. Em 1993, em dupla com Marcos Suzano, lançou o segundo LP, “Olho de peixe”. Quando viu, já tinha adotado o Rio.
Nesse tempo, Lenine se revelou um compositor de mão cheia. Hoje, mais de 500 músicas levam sua assinatura, sendo que cerca de cem delas já foram gravadas por ele ou outros artistas. Esta rica obra inclui até mesmo oito sambas-enredo campeões do carnaval de rua carioca.
Em 1997, Lenine lançou seu primeiro disco solo, “O dia em que faremos contato”, considerado um marco da MPB por unir acústica, tecnologia eletrônica, raízes regionais e linguagem pop internacional para dar novos rumos à música brasileira. O CD lhe rendeu dois prêmios Sharp.
Após uma grande turnê nacional, Lenine se apresentou na Cité de la Musique, em Paris, em 1999, o que alavancou sua carreira na Europa. No mesmo ano, ele lançou o CD “Na pressão”, que revelava toda a diversidade brasileira ao misturar maracatu, xote, samba, rap, coco, jungle, xaxado e trip hop. Lenine se colocava como um “cronista sonoro” do Brasil de fim de década/século/milênio, radiografando fielmente o cotidiano da nação.
Desde então, Lenine tem feito shows em dezenas de países. Em três anos, ele se apresentou para mais de 800 mil pessoas no exterior. Em 2001, este pernambucano de alma carioca esteve em 14 cidades da França, onde seu público é mais significativo e “Na pressão” vendeu 30 mil cópias, sendo sempre apontado como um dos nomes mais representativos da nova música brasileira.
O ano de 2001 marcou a presença de Lenine no cinema e no teatro, visto que o artista assinou a direção musical do filme “Caramuru – A invenção do Brasil”, de Guel Arraes, e da trilha sonora da peça “Cambaio”, de Chico Buarque e Edu Lobo. Na TV, suas músicas estiveram nas novelas "As filhas da mãe" e “O clone”, além do infantil "Sítio do Picapau Amarelo".
Lançado simultaneamente em dez países, “Falange canibal”, álbum de 2002, contou com participações especiais de diversos artistas brasileiros e estrangeiros de variadas vertentes musicais. Lenine segue sua viagem inovadora sem encontrar as tais barreiras supostamente impostas pela língua.
Seu Jorge

Mestre Ambrósio

Mestre Ambrósio é o mestre de cerimônias do teatro folclórico popular Cavalo Marinho na Zona da Mata, norte do estado de Pernambuco, que inspirou o nome da banda. Em cima da base nordestina do forró, maracatu, coco, baião, caboclinho, ciranda e das letras inspiradas na tradição popular, o Mestre Ambrósio desenvolve seu lado pop. Seus integrantes têm referências musicais distintas, o que adiciona ao som um pouco de rock, jazz e música árabe.
Quando foi fundado, em 1992, o Mestre Ambrósio tinha Siba (Sérgio Veloso), inicialmente na guitarra e depois na rabeca, Eder "O" Rocha, percussionista, Helder Vasconcelos, ex-guitarrista e tecladista e atual percussionista e fole de oito baixos. Depois entraram Mazinho Lima (baixo elétrico e triângulo), Sérgio Cassiano (percussão e vocal) e Mauricio Alves (percussão).
Filhote da mesma vertente mangue beat de Chico Science & Nação Zumbi e Mundo Livre S/A, o Mestre Ambrósio usa menos referências importadas que seus pares, permanecendo mais ligado às bases nordestinas. O CD independente Mestre Ambrósio (1996), produzido por Lenine e Marcos Suzano, foi bem aceito e vendeu 20 mil cópias. A divulgação boca-a-boca deu à banda um caráter cult. O clipe Pé-de-calçada, gravado e produzido por eles, começou a ser veiculado na MTV, o que serviu para apresentar o grupo fora do circuito pernambucano. A porta de entrada foi São Paulo, onde radicaram-se em 1997. Excursionaram por mais de 10 cidades européias, passaram pelos Estados Unidos e foram indicados para o MTV Video Music Brasil na categoria Banda/Artista Revelação com o clipe Se Zé Limeira Sambasse Maracatu. A música José foi incluída na coletânea Strictly Worldwide, do selo alemão Piranha Records, especializado em música étnica. Uma de suas músicas, Baile Catingoso, foi incluída na trilha sonora de Baile Perfumado, de Lirio Ferreira e Paulo Caldas.
O segundo disco, Fuá na Casa de Cabral (1998), foi lançado por uma gravadora multinacional, a Sony, e gravado acusticamente com inclusões eletrônicas, assinadas pelo produtor Suba. O lançamento oficial foi no Abril Pro Rock, em Recife, em 1999. Emplacou melhor nos Estados Unidos do que aqui, entrou no top ten alternativo do crítico do New York Times Jon Pareles, e a banda começou 2000 fazendo uma turnê norte-americana. Ainda pela Sony, em 2001, lançam o CD Terceiro Samba. Além da conhecida mistura de estilos tradicionais do Nordeste, a banda traz neste disco dois sambas no melhor estilo carioca: Saudade (do vocalista e multiinstrumentista Sérgio Cassiano) e Lembrança de Folha Seca (de Siba). O Mestre Ambrósio decidiu em Terceiro Samba explorar radicalmente alguns instrumentos ainda pouco conhecidos no Sudeste, como o fole de oito baixos, o ilu (tipo de atabaque que veio das religiões afro-brasileiras), a alfaia de maracatu e a caixa-prato. O disco é considerado o trabalho mais maduro e o que melhor transmite o perfil da banda, até agora.
FONTE EXTRAIDA DA INTERNET
Zeca Baleiro
O primeiro cd, “Por Onde Andará Stephen Fry?”, lançado em 97, ganhou impulso após a participação de Zeca no Acústico MTV da cantora Gal Costa. Compositor talentoso, de personalidade, vozeirão sensual, humor e verve afiados, com poesia original e uma maneira peculiar de tocar o violão, o artista encanta as platéias onde quer que se apresente, conquistando público de todas as idades."Vô Imbolá", de 99, veio consolidar o nome de Baleiro. Com um figurino marcante e a bordo da Ziguifrida Imboladeira , bicicleta e casaco cheios de penduricalhos, sínteses da proposta de mistura, essa temporada foi aberta na São Luís natal com concurso de bicicletas decoradas e encerrada com uma grande festa que reuniu convidados como Antonio Vieira, Martinho da Vila, Genival Lacerda e Margareth Menezes.
Em "Líricas”, terceiro cd, Baleiro radicalizou na mudança de sonoridade em favor da reflexão e da poesia. Com figurino mais sóbrio e cenário sofisticado inspirado numa sala de visitas, a temporada trouxe ainda como novidade o lançamento no cinema, antes das sessões, do videoclipe de "Proibida Pra Mim" (canção da banda Charlie Brown Jr.).
Considerado pela crítica como o seu melhor disco, lançado em 2002, “PetShopMundoCão” utiliza linguagem eletrônica e traz convidados como o soulman Carlos Dafé, o mutante Arnaldo Batista, Elba Ramalho, Totonho e os Cabra e Karnak.
Em 2003 Baleiro gravou em parceria com Fagner o cd Raimundo Fagner & Zeca Baleiro (Indie Records). Mostrado em curta temporada por capitais brasileiras, o show foi registrado em DVD pelo Multishow durante temporada no Canecão, Rio de Janeiro.
Encerrando cada turnê com o registro de imagens dos shows, desde dezembro de 2004 os DVDs começaram a ser lançados: “PetShopMundoCão – A Ópera Infame Ao Vivo” foi o primeiro, seguido de “Líricas”, em março de 2005. “Vô Imbolá”, show gravado em 2000, tem lançamento previsto para março de 2006.
Com apresentações anuais na Europa, Zeca já mostrou seu trabalho em Cannes (MIDEM-99), no Festival de Montreux (99), Cartagena (Espanha), Tübingen (Alemanha), Bélgica, Cabo Verde, além de temporadas anuais em Portugal, em bem sucedidas apresentações desde o lançamento, pela Som Livre portuguesa, da coletânea “Perfil”. Em 2005, apresentou-se na inauguração do Carreau de Temple, espaço do Brasil em Paris, no Ano do Brasil na França.
Com vocação para agregar gente de todas as tribos e gerações, o cantor iniciou em 2004 um projeto que será retomado em 2006, o “Baile do Baleiro”, onde faz a ponte entre tradição e modernidade. A idéia é promover encontros memoráveis, resgatar ídolos de outras gerações e espelhar a multifacetada produção cultural do país.
”Baladas do Asfalto e Outros Blues”, lançado em agosto de 2005, quinto álbum solo, traz um Zeca Baleiro maduro e com total domínio de seu ofício. Melodias certeiras, arranjos elaborados e poesia em alta voltagem, tudo com leve toque on the road .
Ainda em 2005, Baleiro lança o selo Saravá Discos, em parceria com sua empresária Rossana Decelso, para reunir todas as produções do artista. O selo está sendo inaugurado com o CD póstumo de Sérgio Sampaio, trazendo inéditas do artista capixaba falecido em 94 e produzido a partir de uma demo que Sampaio deixou. Além deste, um disco com poemas da escritora paulista Hilda Hilst musicados por Baleiro, que conta com a participação de dez cantoras: Zélia Duncan, Verônica Sabino, Ná Ozzetti, Maria Bethânia, Ângela RoRo, Rita Ribeiro, Olívia Byington, Mônica Salmaso, Jussara Silveira e Ângela Maria.
Release: site oficial
Criado em 1984, o grupo (Fred Zero Quatro, cavaquinho, guitarra e voz; Fábio Malandragem, baixo; "Chefe" Tony Regalia, bateria; Bactéria Maresia, teclados, guitarra; Otto, que mais tarde foi substituído por Marcelo Pianinho, percussão) só foi revelado nacionalmente dez anos depois, com a explosão do movimento mangue beat pernambucano. O primeiro CD da banda, "Samba Esquema Noise", de 1994, foi bem recebido pela crítica e pelo público, que percebeu a música do Mundo Livre como novidade, graças à mistura de samba, samplers e guitarras pesadas. A partir de então começaram a se apresentar, freqüentemente ao lado do grupo Chico Science e Nação Zumbi, principal expoente do mangue beat. Com a morte prematura de Chico Science, o Mundo Livre passou a se destacar como principal banda de mangue beat, principalmente após o disco "Carnaval na Obra", de 1998, terceiro da banda. Em 2000, com o lançamento de "Por Pouco", adotaram uma original "estratégia de marketing", contratando modelos profissionais para representar a banda em sessões de foto e coletivas.FONTE EXTRAIDA DA INTERNET
12/05/2008
CHICO SCIENCEEXTRAIDO DA INTERNET
SibaMestre Ambrósio sempre foi o "lado B" do manguebeat. Enquanto Chico Science, Zero Quatro e outros partiam do regional para um pop universal, o MA fez o caminho inverso, dando vitalidade e juventude às raízes nordestinas. Em seu projeto solo, o vocalista/rabequista Siba radicaliza a proposta e cai dentro da mais primeva forma de samba rural. Samba este que guarda pouca semelhança com o partido alto que se ouve no Sudeste. Com apetite de arqueólogo, Siba convocou uma trinca (Biu Roque, Mané Roque e Manoel Martins) de cantores-percussionistas do interior de Pernambuco para formar o núcleo de sua fuloresta. Na pauta, não o samba tradicional, mas a música do imaginário popular da Zona da Mata - cirandas e maracatus. O parentesco com o Mestre Ambrósio é natural, pela voz peculiar de Siba e dos formatos das canções (quase todas inéditas), já explorados pela banda. Mas a rusticidade e o tom de descoberta reverente que permeiam o disco deixam o MA parecendo uma banda pop, em comparação. Trata-se aqui de sons ancestrais, desconectados de influências contemporâneas e que remetem a um outro tempo - até mesmo a um outro Brasil, mais rural e aparentemente mais simples, mas carregado de sutilezas rítmicas e poéticas.
Siba encontra-se muito à vontade neste universo à parte. Suas composições vasculham com propriedade a tradição e não se desviam nunca da proposta original; mesmo o potencial "dançante" de algumas músicas do Mestre Ambrósio foi sacrificado em prol da autenticidade e da fidelidade. É um mergulho radical, sem concessões. Das temáticas e vocabulário das letras ao estilo dos arranjos (dando ênfase aos metais "de coreto"), Fuloresta é purista até a raiz. Sempre trafegando nos parâmetros estritos da ciranda e do maracatu de baque solto, Siba consegue variações surpreendentes de uma faixa para outra. Se em algumas o disco soa frenético (Meu Rio de Samba, Trincheira da Fuloresta), noutras um tom mais lírico toma conta - caso de Maria Minha Maria, comovente melodia de domínio público entoada por Biu Roque. Mais vale deixar-se levar pela cadência toda própria do "samba" que Siba e seu grupo armam em canções como Suinã ou Barra do Dia. (Marco Antonio Barbosa)
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OTTO!QUEM É OTTO?
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Em 1997 um grupo teatral voltou a atenção para a cidade de Arcoverde. Nascia o espetáculo Cordel do Fogo Encantado. Na formação, Lira Paes, Clayton Barros e Emerson Calado. Por dois anos, o espetáculo, sucesso de público, percorreu o interior do estado.
Em Recife, o grupo ganhou mais duas adesões que iria modificar sua trajetória: os percussionistas Nego Henrique e Rafa Almeida. No carnaval de 99 Cordel do Fogo Encantado se apresenta no Festival Rec-Beat e o que era apenas uma peça teatral, ganha contornos de um espetáculo musical. Ao lirismo das composições somou-se a força rítmica e melódica dos tambores de culto-africano e a música passou a ficar em primeiro plano.
A estréia no carnaval pernambucano mais uma vez chamou a atenção de público e crítica e o que era, até então, sucesso regional, ultrapassou as fronteiras, ganhando visibilidade em outros estados e o status de revelação da música brasileira.
Na formação, o carisma e a poesia de Lira Paes, a força do violão regional de Clayton Barros, a referência rock de Emerson Calado e o peso da levada dos tambores de Rafa Almeida e Nego Henrique. Cordel do Fogo Encantado passa a percorrer o país, conquistando a todos com suas apresentações únicas e antológicas.
As apresentações da banda surpreenderam a todos não somente pela força da mistura sonora ousada de instrumentos percussivos com a harmonia do violão raiz. À magia do grupo que narra a trajetória do fogo encantado, soma-se a presença cênica de seus integrante e os requintes de um projeto de iluminação e cenário.
Em 2001, com produção do mestre da percussão Nana Vasconcellos, Cordel do Fogo Encantado se fecha em estúdio para gravar o primeiro disco, que leva o nome da banda. A evolução artística amplia ainda mais o alcance do som do grupo que, mesmo atuando independente, ganha mais público e atenção da mídia, por onde passa.
Com turnê que passou pelos mais remotos cantos do país, um ano depois, em 2002, o grupo volta para o estúdio para gravar o segundo trabalho: O Palhaço do Circo Sem Futuro, produzido por eles mesmo, de forma independente. Lançado no primeiro semestre de 2003, o trabalho foi considerado pela crítica especializada um dos mais inventivos trabalhos musicais produzidos nos últimos anos.
E Cordel do Fogo Encantado ganha projeção internacional, com apresentações na Bélgica, Alemanha e França. Entre os prêmios conquistados pela banda estão o de banda revelação pela APCA (2001) e os de melhor grupo pelo BR-Rival (2002), Caras (2002), TIM (2003), Qualidade Brasil (2003) e o bi-campeonato do Prêmio Hangar (2002 e 2003).
No cinema, a banda participou da trilha sonora e do filme de Cacá Diegues, “Deus É Brasileiro”. Nas brechas das turnês, Lira Paes marcou presença também na trilha sonora de “Lisbela e o Prisioneiro”, de Guel Arraes, na qual interpreta a música “O Amor é Filme”.
Em outubro de 2005 Cordel do Fogo Encantado lançou o DVD “MTV Apresenta”, o primeiro registro audiovisual da banda. “Transfiguração”, terceiro disco lançado em setembro de 2006, vem borrar ainda mais a linha de fronteira entre as artes cênicas e a música. Pela primeira vez o grupo faz primeiro o registro sonoro para então se dedicar à criação do espetáculo. Com produção de Carlos Eduardo Miranda e Gustavo Lenza e mixagem de Scotty Hard, Cordel do Fogo Encantado se firma como um dos grupos mais representativos da cena independente nacional.
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O Rio Maracatu é um grupo fundado em 1997 no Rio de Janeiro, nascido da união de músicos pernambucanos e cariocas para resgatar e valorizar uma parte importante da nossa rica cultura musical. A partir do Maracatu de Baque Virado, tradição da cidade do Recife, o grupo desenvolve um trabalho de pesquisa e execução de ritmos, cantos e danças tradicionais brasileiras, como a Ciranda, o Côco, o Samba, além do Maracatu.
O Rio Maracatu é um eixo ativo do amplo movimento atual no Rio de Janeiro de retomada e renovação da música tradicional brasileira, tendo como parceiros naturais de trabalho grupos como Jongo da Serrinha, Cordão do Boitatá, Céu na Terra, Afroreggae, Forróçacana, Monobloco, entre outros. Hoje graças a este movimento o Rio de janeiro tem eventos dedicados à música tradicional que atraem visitantes do mundo inteiro e geram desenvolvimento e renda para a cidade.
Breve Histórico Desde 1998 o grupo realiza desfiles, cortejos e shows de reconhecida qualidade musical, já tendo se apresentado em companhia de grandes artistas como Djavan, Lenine, Manu Chao, Lia de Itamaracá, Alceu Valença, Mestre Ambrósio, entre outros. Além de apresentações em eventos o grupo também realiza os já tradicionais desfiles do Bloco Rio Maracatu em Santa Teresa e na orla de Ipanema, que atraem cariocas e turistas em uma grande confraternização musical. O Grupo também já fez apresentações nas lonas culturais para comunidades de baixa renda e participou de vários eventos sociais em comunidades da Zona Oeste e Baixada Fluminense. Hoje o Rio Maracatu é um grupo bem conhecido dos cariocas, respeitado em todo o Brasil e que tem um intenso intercâmbio com os mais importantes mestres de Maracatu do Recife. Nascido no Rio de Janeiro, o grupo não aspira a tentar igualar-se às grandes nações de Maracatu do Recife, mas ativar e estimular intercâmbios entre essas duas culturas, a pernambucana e a carioca.
FONTE EXTRAIDA NA INTERNET
04/05/2008
PLAGIO (EPIC)
Muitos brasileiros, vítimas do plágio e da pirataria, já estão prestes a acreditar na máxima de que, no Brasil, nada se cria, tudo se copia. Sócio de uma escola de inglês, que há 18 anos funciona na Pituba, o empresário Luís Roque Tremarim luta há mais de uma década na Justiça para fazer valer seu direito autoral sobre um método de ensino da língua inglesa largamente plagiado no país.
Apesar de deter a patente, concedida pelo Ministério da Cultura, do Programa The King´s English, Tremarim calcula estar tendo prejuízo superior a R$50 milhões enquanto mais de 200 escolas de idiomas lucram plagiando o método. “A cada dia, tomo conhecimento da existência de novas escolas que estão nos lesando. Não dá nem tempo de processar todas”, conta o empresário que, diante de uma pilha de documentos em tramitação na Justiça, diz investir em média R$4 mil para cobrir custos processuais, sem contabilizar os gastos com honorários dos advogados.
Depois de adquirir, em 1996, os direitos autoriais do método criado pelo argentino Hermínio Alberto Buscaglia, Tremarim começou uma batalha inglória com escolas que se apropriam desde material didático (livros e CDs com material audiovisual) à filosofia de marketing, ao número reduzido de alunos por sala e flexibilidade de dias e horas das aulas. No primeiro processo, movido em 2003 contra a escola British and America, em que pedia uma indenização de R$1 milhão, teve o parecer favorável do juiz Moacir Reis Fernandes Filho. Com penalidade de multa diária de R$5 mil, a escola que funcionava em Camaçari foi fechada, mas outras continuam funcionando em diversas cidades do país. “Toda vez que a Justiça bate na porta, eles disfarçam o conteúdo do material que usam ou constituem uma nova empresa”, lamenta o empresário que, apesar de liminares e sentenças favoráveis, só acúmula prejuízos e aborrecimentos com a ação dos plagiadores.
Em um dos processos, o presidente da empresa acusada é flagrado numa das 11 fitas de vídeo entregues à Justiça como prova do crime assumindo o crime de plágio. “Num treinamento de funcionários, ele confessa que adaptou o nosso know-how corrigindo as falhas e ainda desdenha dizendo que no Brasil nada se cria, tudo se copia”, conta indignado o dono da Epic, única escola de inglês autorizada a utilizar o método The King´s English.
Uma outra escola acusada de plagiar o método – a Up Time – chegou a propor para livrar-se do processo o pagamento mensal de R$50 por unidade de ensino durante 30 anos. “Pouco tempo depois dessa proposta indecente, eles assinaram contrato de patrocínio de um time de vôlei de R$2,5 milhões por temporada”, conta indiganado o empresário que, apesar de ouvir de todas as pessoas que a luta não vai dar em nada, não desiste. “Não posso deixar de lutar por aquilo que sei que é certo”, declara Tremarim. Os prejuízos vão além da concorrência desleal. “O pior é sentir o descrédito de alunos que já passaram por uma escola onde o método foi plagiado”, acrescenta o gerente de marketing da Epic, Rodrigo Ribeiro.
Amarelo Manga "OTTO"
Ultrapassado, provas, testes, ensinamentos
