03/07/2008

Publicado em um site financeiro

Uma mulher escreveu pedindo dicas sobre como arrumar marido rico. Só isso já é engraçado, mas o melhor da história é que um cara deu a ela uma resposta bem fundamentada.

Dela:
'Sou uma garota linda (maravilhosamente linda) de 25 anos. Sou bem articulada e tenho classe.
Estou querendo me casar com alguém que ganhe no mínimo meio milhão de dólares por ano. Tem algum homem que ganhe 500 mil ou mais neste site? Ou esposas de gente que ganhe isso e possa me dar algumas dicas?
Já namorei homens que ganham por volta de 200 a 250 mil, mas não consigo passar disso, e 250 mil não vão me fazer morar em Central Park West.
Conheço uma mulher da minha aula de ioga que casou com um banqueiro e vive em Tribeca, e ela não é tão bonita quanto eu, nem é inteligente. Então, o que ela fez de certo que eu não fiz? Como eu chego ao nível dela?'
Rafaela S.

Dele:
'Li sua consulta com grande interesse, pensei cuidadosamente no seu caso e fiz uma análise da situação. Primeiramente, não estou gastando o seu tempo, pois ganho mais de 500 mil por ano.
Isto posto, considero os fatos da seguinte forma: o que você oferece, visto da perspectiva de um homem como você procura, é simplesmente um péssimo negócio. Eis o porquê: deixando as firulas de lado, o que você sugere é uma negociação simples. Você entra com sua beleza física e eu entro com o dinheiro.


Proposta clara, sem entrelinhas.


Mas tem um problema. Com toda certeza, a sua beleza vai decair e um dia acabar, e o mais provável é que o meu dinheiro continue crescendo.

Assim, em termos econômicos, você é um ativo sofrendo depreciação, e eu sou um ativo rendendo dividendos. Você não somente sofre depreciação como essa depreciação é progressiva, sempre aumenta ! Explicando, você tem 25 anos hoje e deve continuar linda pelos próximos 5/10 anos, mas sempre um pouco menos a cada ano, e de repente, se você se comparar com uma foto de hoje, verá que já estará um caco. Isto é, você está hoje na 'alta', na época ideal de ser vendida, não de ser comprada.

Usando o linguajar de Wall Street, quem a tem hoje deve tê-la em 'trading position' (posição para comercializar), e não de 'buy and hold' (compre e retenha), que é o para quê você se oferece...

Portanto, ainda em termos comerciais, casamento (que é um 'buy and hold') com você não é um bom negócio a médio/longo prazo, mas alugá-la pode ser, e, em termos sociais, um negócio razoável de que podemos cogitar é namorar. Cogitar...

Já cogitando, e para certificar-me do quão 'articulada, com classe e maravilhosamente linda' você seja, eu, provável futuro locatário dessa 'máquina', quero o que é de praxe: fazer um 'test drive...'

Posso marcar?'

O Pote trincado

Um carregador de água na Índia levava dois potes grandes, ambos pendurados em cada ponta de uma vara a qual ele carregava atravessada em seu pescoço.

Um dos potes tinha uma rachadura, enquanto o outro era perfeito e sempre chegava cheio de água no fim da longa jornada entre o poço e a casa do chefe; o pote rachado chegava apenas pela metade.

Foi assim por dois anos, diariamente, o carregador entregando um pote e meio de água na casa de seu chefe.

Claro, o pote perfeito estava orgulhoso de suas realizações.

Porém, o pote rachado estava envergonhado de sua imperfeição, e sentindo-se miserável por ser capaz de realizar apenas a metade do que ele havia sido designado a fazer.

Após perceber que por dois anos havia sido uma falha amarga, o pote falou para o homem um dia a beira do poço.

- Estou envergonhado, e quero pedir-lhe desculpas.

- Por quê? Perguntou o homem.

- De que você está envergonhado?

- Nesses dois anos eu fui capaz de entregar apenas a metade da minha carga, porque essa rachadura no meu lado faz com que a água vaze por todo o caminho da casa de seu senhor.

Por causa do meu defeito, você tem que fazer todo esse trabalho, e não ganha o salário completo dos seus esforços, disse o pote.

O homem ficou triste pela situação do velho pote, e com compaixão falou:

- Quanto retornarmos para a casa de meu senhor, quero que percebas as flores ao longo do caminho.
De fato, a medida que ele subiam a montanha, o velho pote rachado notou as flores selvagens ao lado do caminho, e isto lhe deu certo ânimo.

Mas ao fim da estrada, o pote ainda se sentia mal porque tinha vazado a metade, e de novo pediu desculpas ao homem por sua falha. Disse o homem ao pote:

- Você notou que pelo caminho só havia flores no seu lado. Eu ao conhecer o seu defeito, tirei vantagem dele. E lancei sementes de flores no seu lado do caminho, e cada dia enquanto voltávamos do poço, você as regava.

- Por dois anos eu pude colher estas lindas flores para ornamentar a mesa de meu senhor. Sem você ser do jeito que você é, ele não poderia ter esta beleza para dar graça a sua casa.

Cada um de nós temos nossos próprios e únicos defeitos. Todos nós somos potes rachados. Porém, se permitirmos, o Senhor vai usar estes nossos defeitos para embelezar a mesa de Seu Pai.

Na grandiosa economia de Deus, nada se perde. Nunca deveríamos ter medo dos nossos defeitos.

Se os reconhecermos, eles poderão causar beleza. Das nossas fraquezas, podemos tirar forças.

A empresa em situação difícil

Uma empresa estava em situação muito difícil, as vendas iam mal, os trabalhadores estavam desmotivados, os balanços há meses não saíam do vermelho.

Era preciso fazer algo para reverter o caos. Ninguém queria assumir nada.

Pelo contrário, o pessoal apenas reclamava que as coisas andavam ruins e que não havia perspectiva de progresso na empresa. Eles achavam que alguém deveria tomar a iniciativa de reverter aquele processo.

Um dia, quando os funcionários chegaram para trabalhar e encontraram na portaria um enorme cartaz no qual estava escrito: “Faleceu ontem a pessoa que impedia o seu crescimento na empresa. Você está convidado para o velório na quadra de esportes”

No início, todos se entristeceram com a morte de alguém, mas depois de algum tempo, ficaram curiosos para saber quem estava bloqueando seu crescimento na empresa. A agitação na quadra de esportes era tão grande que foi preciso chamar os seguranças para organizar a fila do velório. Conforme as pessoas iam se aproximando do caixão a excitação aumentava. “Quem será que está atrapalhando o meu progresso? Ainda bem que o infeliz morreu.”

Um a um, os funcionários agitados aproximavam-se do caixão, olhavam o defunto e engoliam a seco, ficando no mais absoluto silêncio como se tivessem sido atingidos no fundo da alma.

No visor do caixão havia um espelho!
Só existe uma pessoa capaz de limitar seu crescimento: você mesmo...
Você é a única pessoa que pode fazer a revolução da sua vida.
Você é a única pessoa que pode prejudicar a sua vida.
Você é a única pessoa que pode ajudar a sim mesmo.
É dentro do seu coração que você vai encontrar a energia para ser o artista de sua criação.
O resto são desculpas!!!
Caminhar apesar dos obstáculos, lutarem apesar das barreiras, terem fé acima de tudo.

Tudo está ao seu serviço

A caravana

Uma caravana do deserto caminhava penosamente num terreno árido, poeirento e pedregoso.

As pessoas que a compunham tinham toda a fé absoluta no guia, e, confiadamente entregavam-lhe a ele todas as decisões. Gostavam de o fazer, sobretudo quando, devido ao intenso calor do sol, ele decidiu que viajassem de noite, reservando o dia para dormir.

Certa noite, após uma jornada particularmente esgotada, o guia de repente, exclamou:

- Alto. Deter-nos-emos aqui por alguns momentos. Como vêem, atravessamos neste momento, um terreno invulgar mente pedregoso. Quero que se abaixem e apanhem todas as pedras que condigam alcançar. Talvez consigam encher as bolsas e levá-las assim cheias para casa. Vamos depressa! Prosseguiu batendo as palmas, tendes apenas cinco minutos; passados eles, retomaremos a marcha.

- Os viajantes, que apenas desejavam um prolongado descanso e um sono repousante, pensaram que o guia tinha enlouquecido.

- Pedras? Disseram eles. Quem o pensa que somos nós? Um califa de camelos?
Somente alguns fizeram o que o guia sugerira: meteram nas bolsas uns quatro punhados de pedras soltas

- Bem, cheia!, Disse o guia. Toca a andar de novo!
Enquanto continuavam a difícil caminhada, durante o resto da noite, todos se encontravam demasiado cansados para se darem ao incomodo de falar. Mas todos continuavam a perguntar a si mesmos eu poderia significar as estranhas ordens daquele guia.

Quando o sol se levantou no horizonte, a caravana deteve-se de novo. Todos armaram as suas tendas. Os poucos viajantes que tinham apanhado as referidas pedras puderam vê-las nitidamente pela primeira vez. Assombrados, começaram a gritar:

- Santo Deus! Todas elas são cores diferentes! E como brilham! Realmente são pedras preciosas!

Mas essa sensação de júbilo depressa deu lugar à outra de depressão e abatimento:

- Porque não tivemos bom senso de seguir as ordens do guia? Se assim fosse, teríamos apanhado a maior número de pedras possível!

CONTO CHINÊS:

Conta-se que, por volta do ano 250 a.C, na China antiga, um príncipe da região norte do País estava às vésperas de ser coroado Imperador, mas, de acordo com a lei, deveria se casar.

Sabendo disso, resolveu fazer uma disputa entre as moças da corte, inclusive quem quer que se achasse digna de sua proposta que não pertencesse à corte.

No dia seguinte, o príncipe anunciou que receberia, numa celebração especial, todas as pretendentes e apresentaria um desafio. Uma velha senhora, serva do palácio há muitos anos, ouvindo os comentários sobre os preparativos, sentiu uma leve tristeza, pois sabia que sua jovem filha nutria um sentimento de profundo amor pelo príncipe.

Ao chegar à casa e relatar o fato à jovem filha, espantou-se ao saber que ela já sabia sobre o dasafio e que pretendia ir à celebração.

Então, indagou incrédula: — Minha filha, o que você fará lá? Estarão presentes todas as mais belas e ricas moças da corte. Tire esta idéia insensata da cabeça. Eu sei que você deve estar sofrendo, mas não transforme o sofrimento em loucura.

A filha respondeu: — Não, querida mãe. Não estou sofrendo e muito menos louca. Eu sei perfeitamente que jamais poderei ser a escolhida. Mas é minha única oportunidade de ficar, pelo menos alguns momentos, perto do príncipe. Isto já me torna feliz.

À noite, a jovem chegou ao palácio. Lá estavam, de fato, todas as mais belas moças com as mais belas roupas, com as mais belas jóias e com as mais determinadas intenções. Então, inicialmente, o príncipe anunciou o desafio: — Darei a cada uma de vocês uma semente. Aquela que, dentro de seis meses, me trouxer a mais bela flor, será escolhida minha esposa e futura Imperatriz da China.

A proposta do príncipe não fugiu às profundas tradições daquele povo, que valorizava muito a especialidade de cultivar algo, sejam relacionamentos, costumes ou amizades.

O tempo foi passando. E a doce jovem, como não tinha muita habilidade nas artes da jardinagem, cuidava com muita paciência e ternura a sua semente, pois sabia que se a beleza da flor surgisse na mesma extensão de seu amor, ela não precisaria se preocupar com o resultado.

Passaram-se três meses e nada surgiu. A jovem tudo tentara. Usara de todos os métodos que conhecia, mas nada havia nascido. Dia após dia ela percebia cada vez mais longe o seu sonho; mas cada vez mais profundo o seu amor. Por fim, os seis meses haviam passado e nada havia brotado. Consciente do seu esforço e da sua dedicação, a moça comunicou à mãe que, independentemente das circunstâncias, retornaria ao palácio na data e na hora combinadas, pois não pretendia nada além de mais alguns momentos na companhia do príncipe.

Na hora marcada estava lá, com seu vaso vazio, bem como todas as outras pretendentes. Mas, cada jovem com uma flor mais bela do que a outra, das mais variadas formas e cores. Ela estava admirada. Nunca havia presenciado tão bela cena.

Finalmente, chega o momento esperado e o príncipe passa a observar cada uma das pretendentes com muito cuidado e atenção. Após passar por todas, uma a uma, ele anunciou o resultado, indicando a bela jovem que não levara nenhuma flor como sua futura esposa. As pessoas presentes na corte tiveram as mais inesperadas reações. Ninguém compreendeu porque o príncipe havia escolhido justamente aquela que nada havia cultivado.

Então, calmamente o príncipe esclareceu: — Esta foi a única que cultivou a flor que a tornou digna de se tornar uma Imperatriz. A flor da Honestidade. Pois, todas as sementes que entreguei eram estéreis.

29/06/2008


Qual o real sentido da disputa?


Na Boca do Rio, no ponto de ônibus do restaurante Aguidá, você olha e vê a disputa dos “Homens de Deus” contra as “mulheres do inferno “ - ou do paraíso, se assim preferirem. Uma igreja da Assembléia de Deus foi aberta ao lado do inferninho (The Place), que hoje já trocaram o nome para: ELITE NIGHT SHOW.

Imagine vocês na hora do culto o pastor gritando:

“Irmãos orem ao senhor...”

E o fundo musical:

“Dói um tapinha não dói , só um tapinha.”

Em que os irmãos vão prestar mais atenção: na pregação do pastor ou na pegação do vizinho?
Fato desconfortante também aos “pecadores” vendo os strips das garotas, e uma voz parecendo a consciência falando da salvação do senhor Jesus Cristo.

Uma disputa ridícula do céu e do inferno!!! Eu pergunto:

No começo do mundo havia um casal, Adão e Eva, tiveram dois filhos Caim e Abel, com o passar dos anos Caim por inveja matou Abel e fugiu, passado tempos ele retornou para conviver com Adão e Eva, só que ele trouxe uma mulher com a qual estava unido e teve filhos.

Quem era esta mulher?

Outra pergunta que tenho é:

Por que, tiraram o livro de Enoc da BÍBLIA?

Outras e outras perguntas...

Não sou advogado do diabo, mas tudo que eu gosto é ilegal, imoral ou engorda.
Rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs.


Rodrigo Ribeiro

25/06/2008


Escada do céu

*Os nomes que darei aos personagens serão fictícios, mas a estória é verídica!



Quando eu morava em Ipirá, na rua da minha casa tinha uma senhora muito educada porém muito humilde e de hábitos simples. Tinha nascido e se criado na zona rural, vindo para a cidade só depois de casada, casou-se também com uma pessoa simples, o seu esposo chama-se Gai e seu nome é Quita.

No interior vocês sabem que as pessoas são conhecidas como: “fulano de beltrano”. EX: Chico de Amaro...

Na década de 90 houve uma seca castigante na cidade, onde até o fornecimento de água PAGA ficou escassa, algumas casas, com bons reservatórios de água, conseguiam manter-se e ajudar outras que não possuíam reservatórios. Na casa de Quita, não havia como armazenar água, até pelo seu humilde tamanho, então Quita ficava revezando entre a minha casa e a casa de Nelva de João de Polares.

Quita tinha acabado de pegar água em minha casa para lavar louça e dar banho em sua filha Dingolares para ir à escola, só que, em uma quantidade menor de água como de costume.

A água acabou antes mesmo de lavar a louça, então Quita ficou com vergonha de retornar a minha casa para pegar mais e descambou-se para casa de Nelva de João de Polares com 2 baldes nas mãos:

Lá chegando começou o diálogo (sic):

- Ô Nelva, por amor ao divino santíssimo, me arruma 2 barde d’água

- Quita minha água está acabando e eu só tenho para o meu gasto da casa.

Quita não se conteve e arruinou a chorar.

Com uma mágoa muito grande, ela olhou no fundo dos olhos de Nelva, e disse:

- Destá, Nelva, quando tu morrer e subir as escadas do céu e perguntar: tudo bem, Jesuse?. Jesuse vai dizer: tudo bem nada, tu negaste 2 barde d’água a Quita, muié de Gai, e o castigo será formado.

Tu já viu negares água?

Pegue tua água e faça um bom proveitho, aliás aproveithe que tá de arbundança e lave teu bacaiau, que não tamo em vespra de quarerma pá ser obrigardo a oiçar um fedô tão miserarve como o do teu bacaiau.

Tapas e agressões verbais tomaram conta da situação.

Informação retirado do blog:
www.donabandalhaltda.blogspot.com

A microsoft sabe quem é você [Entre e confira!]
Dá muito medo imaginar que eles podem estar nos espionando...
Sigam as instruções e vejam vocês mesmos

1- Vá ao menu iniciar
2- Programas
3- Acessórios
4- Calculadora
5- Clique no menu calculadora na opção exibir
6- Mude para opção cientifica
7- Agora digite 12237514
8- No canto superior Esquerdo está selecionado Decimal (dec)
9- Clique na opção Hexadecimal (hex) e incrivelmente veja sua indentificação!!!!

18/06/2008


Quem somos nós?


Todos nós achamos que nos conhecemos! Mentira!

Aposto que em alguma situação um dia você falou:

- Gente eu não sei como eu fiz isto!

Todos nós às vezes não nos reconhecemos, pois somos capazes de coisas que não imaginávamos que faríamos e de atitudes que desconhecemos.

Às vezes tristes noutras alegres, sorrindo noutras chorando, brincando noutras batendo, beijando noutras cuspindo, falando noutras ouvindo, correndo noutras parado, pensando noutras agindo e assim vamos, construindo nossa personalidade e nossos princípios. Somos frutos do que plantamos e não do que nossos pais plantaram! É aquela velha frase sem sentido “filho de peixe peixinho é”.

Mas nem sempre é assim, conheço gente que não herdou nada da personalidade dos pais, pais pobres e filhos ricos, pais ricos e filhos pobres, pais sem caráter e filhos totalmente éticos, pais negros e filhos brancos, pais brancos e filhos negros...

Inúmeras situações opostas poderiam estar sendo citadas, mas o que vale é o que você é, o que você constrói. Herança só material, porque moral você não herda, você tem, nasce com ela e acabou.

Tudo que pensamos fazemos e agimos tem a causa do retorno, se você joga uma pedra para cima ela cairá, isso é uma coisa lógica e idiota até para ser dada como exemplo, mas se você joga ela inclinada, não sabe aonde ela vai cair, não é mesmo?

Então as atitudes também são assim, quando você faz algo e não mede as conseqüências é como uma pedra caindo sem direção, você não sabe aonde vai atingir, então, só se deve jogar uma pedra em uma direção certeira, ou para cima, ou para os lados e não aleatoriamente sem direção, primeiro que você vai jogar a pedra sem objetivo, segundo que você está jogando uma pedra, mas para quê mesmo? Nem sabe; então não jogue. Não temos tempo para atirar para todos os lados, o principal agora é você se conhecer, depois traçar o caminho que quer seguir, agora sim, pegar a estrada que lhe leve a este caminho, mas não é simples assim, eu sei! Primeiro que se a condução esta a demorar, vá andando mas vá, a partir desta largada tudo será culpa exclusiva sua, ninguém é culpado de seus acertos nem dos erros, só você, se você escolheu o caminho errado, problema. Volte e refaça o caminho todo, quantas vezes for preciso. O acerto não tem preço, e acertar é uma coisa sublime e difícil, já pensou se todo mundo acertasse? Qual seria o significado da palavra erro? Ela nem existiria. Tudo é energia, existe o negativo que funciona com o positivo, o preto que faz contraste com o branco, o homem que precisa da mulher... E por aí vai. No seu caminho vai haver trevas, lógico! Mas também irá haver dias de luz! Muita luz!

Tudo tem dois lados: Cara e Coroa.

E é assim que somos nós: o acerto, e o erro de pegar um caminho incorreto!

Rodrigo Ribeiro


09/06/2008

SEM MODESTIA


POR QUE ESTA UNIÃO DE PALAVRAS ENCOMODA TANTO DETERMINADAS PESSOAS?
SÓ PORQUE TEM GENTE QUE NÃO É MODESTA?
TÁ... MAS É UMA OBRIGAÇÃO SOCIAL SER MODESTO?
CREIO EU QUE NÃO! É MODESTO QUEM QUER.
AÍ, AQUELES QUE TÊM UMA AUTO-ESTIMA LÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ EM BAIXO DIZ:
- EU ODEIO FULANO, SÓ QUER SER! FULANO “SE ACHA”, FULANO SÓ QUER SER O SABIXÃO! E POR AÍ VAI...
A VIDA É MODESTA COM QUEM É MODESTO.
E VOCÊ, O QUE ESPERA DA VIDA? UMA VIDA PRÓSPERA? OU UMA VIDA MEDÍOCRE?
SE A SUA RESPOSTA FOI UMA VIDA SIMPLES, PARE DE LER ESTE TEXTO AAGOORAA!! ELE NÃO FOI FEITO PARA VOCÊ. JAMAIS EU PERDERIA MEU TEMPO COM PESSOAS PEQUENAS.
NÓS SOMOS O QUE QUEREMOS SER. O SER HUMANO TEM UM PODER DE ATRAIR COISAS QUE DESCONHECE. TUDO QUE VOCÊ QUER, VOCÊ PODE, SÓ BASTA QUERER DE VERDADE E O UNIVERSO CONSPIRA A SEU FAVOR. NÃO EXISTE NADA MAIS PODEROSO DO QUE A CONSPIRAÇÃO DO UNIVERSO, SÓ PRECISAMOS SABER COMO USAR!!! QUERIA EU SER CONHECEDOR DISTO, INFELIZMENTE, EU NÃO DOMINO ESSA TÉCNICA. É AQUELA VELHA HISTÓRIA: “DEUS NÃO DÁ ASAS A COBRA”, MAS TAMBEM NÃO ME DEU MODESTIA RSRSRSRSRSRSRS!!
PRA QUE TAMBEM, NÉ?
NA VERDADE, ESTE TEXTO É ENDEREÇADO A MINHA EQUIPE DE TRABALHO.
QUE SEJAMOS OS MELHORES EM TODOS OS ASPECTOS, CANALIZEM ESTA CONSPIRAÇÃO DO UNIVERSO. DESEJEM PROFUNDAMENTE QUE CONSIGUIRÃO!
- “AH, MAS É SIMPLES FALAR...”
LÓGICO! TUDO QUE QUEREMOS E MENTALIZAMOS, CONSEGUIMOS! FIXEM DATAS PARA AS CONQUISTAS, PROGRAMEM TODOS OS PASSOS, AS VONTADES NÃO PODEM SER DESORGANIZADAS E ALEATÓRIAS, TEM QUE TER CRONOGRAMA ATÉ DE PENSAMENTOS, SENÃO VIRA BADERNA.
POR ISSO QUE TEM PESSOAS QUE DIZEM:
- “ISTO NÃO FUNCIONA; PORQUE EU FICO ATRAINDO AS COISAS E ELAS NÃO ACONTECEM”.
CLARO! FAZ DE CONTA QUE QUER 1.000.000 DE COISAS AO MESMO TEMPO E NA VERDADE NEM SABE O QUE QUER AINDA.
NEM CONSEGUIU UMA E JÁ QUER OUTRA OU SIMPLESMENTE TROCA A CADA SEGUNDO.
PAAAAAAAAAAARA!!!!! NÃO É ASSIM.
UMA COISA DE CADA VEZ E AÍ, SIM, VAI DAR CERTO.
COMECEI A APRENDER ISSO AGORA, POIS EU TAMBÉM ERA ASSIM.
E EU JÁ DISSE A VOCÊS:
- O MEU PAPEL AQUI, É FAZER COM QUE A TRAJETÓRIA DE VOCÊS SEJA MAIS FÁCIL DO QUE FOI, E É, A MINHA. NÃO QUERO MEDÍOCRES DO MEU LADO, O ESPAÇO AO MEU REDOR ESTÁ RESERVADO PARA OS FORTES. E EU QUERO QUE VOCÊS SEJAM FORTES! É SIMPLES... TUDO É POSSÍVEL, BASTA ACREDITAR.
E SEM MODESTIA:
NÓS SOMOS OS MELHORES! NÓS PODEMOS TUDO, SÓ PRECISAMOS QUERER DE VERDADE.



RODRIGO RIBEIRO

01/06/2008

Cainan, 4 anos e vejam a explicação dele sobre o sangue!:



16/05/2008

FORMIDAVEL FAMILIA MUSICAL


Um sonho bom que veioVocê juntinho a mimNum beijo verdadeiroPude sonhar, acreditar que nada mais vai ter um fimSempre sonhei com alguém pra mimOlha ao redor não faz assimDesde que te vi, pensei:- é tudo que eu quisEu e você no jardimEla sorriu pra mimUm beijo e um abraço eu roubeiNo que sonhei, acrediteiEu e você pra sempre assim
RAIMUNDO SODRÉ








O cantor e compositor Raimundo Sodré é um dos mais injustiçados artistas do Nordeste. Teve sua carreira de certa forma abortada. Depois de conseguir um estouro nacional, em 1980, com a música A Massa e LP homônimo, não emplacou mais nenhuma. Assim, diluiu sua projeção dentro da Música Popular Brasileira (MPB). Apesar de ter lançado mais dois trabalhos de consistência nos dois anos seguintes, o impacto nunca foi o mesmo. Com sua música recheada de nordestinidade, principalmente a derivada da música do Recôncavo, como chulas e sambas de roda, Raimundo Sodré fez uma música de cunho popular, porém, recheada de uma lírica de primeira qualidade.\o/O poeta do Recôncavo nasceu em 20 de julho de 1948, na cidade de Ipirá, zona limítrofe entre o Sertão e o Recôncavo baiano. Criado entre esta cidade e Santo Amaro da Purificação, o autor e compositor Raimundo Sodré desde cedo já bebia na fonte do imenso caldeirão cultural da região onde cresceu. Antes de despontar para o Brasil com o hit A Massa, terceiro lugar no Festival MPB, seu caminho não foi fácil. Largou a Faculdade de Medicina em 1972 e foi morar em São Paulo, vivendo de aulas de violão e shows em barzinhos. Pelejou como vendedor de gravador e trabalhou em financeira. A carreira só começou a engrenar quando passou a fazer algumas apresentações em casas noturnas de São Paulo, como na extinta Partido Alto.\o/Honrando sua forma de compor como violeiro na composição e no canto, Raimundo Sodré é um seguidor de Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro, "chegando junto dos mestres de chula" da Bahia, mas tem uma especial atenção com a base rítmica da sua música. Sua formação musical inclui um contato íntimo com a percussão, uma vez que a mãe e a tia participavam dos ritos de Candomblé e, desde os sete anos, ele aprendeu a tocar os três tipos de atabaques: o lê, pi e rum, do mais agudo ao mais grave, respectivamente, dentro da cadência para a evocação dos orixás

FONTE INTERNET
DJ Dolores & Orchestra Santa Massa




O novo disco de DJ Dolores chama-se 1 Real. É o de embalagem mais luxuosa entre os seis que ele já lançou (contando com trilhas sonoras para cinema e teatro). Paradoxalmente suas ilustrações, e inspirações para algumas letras são calcadas nos sinais explícitos da impagável e peculiar miséria que assola o Recife: "O Recife é o centro das atenções neste disco, onde procurei relacionar o ambiente com a música", confirma DJ Dolores.

Os signos da vida abaixo do nível de pobreza estão espalhados pela capa e encarte. Como por exemplo, os pequenos cartões com os quais mendigos pedem auxílio nas ruas e coletivos: "Faça hoje uma boa ação – Ajude-me comprando este por 0,50 aceito vale, passe e tickes (sic)". O título do CD vem de um "cardápio", de uma destas carrocinhas que vendem fast-food de origem duvidosa: "Pastel coxinha c/guaraná R$ 1".

Mas não se pense que o disco também é alicerçado nos ritmos regionais, ou apenas nestes. 1 Real é um trabalho de difícil catalogação, até porque DJ Dolores envereda também pela composição das canções, inclusive escrevendo letras. A faixa que abre o disco é um reggae, é assim explicado por ele, no encarte (em inglês): "Músicos não sabem como classificar sua própria música, e deixa esta tarefa dúbia para gerentes de marketing e jornalistas. Músicos querem fazer música e não se preocupam em qual prateleira o disco será colocado. De forma que deixemos os cães latirem enquanto a caravana dança".

Músicos talvez não se preocupem em rotular o que produzem, mas jornalistas têm que traduzir a música para o leitor. No caso de 1 Real nunca o rótulo world music se encaixa tão bem num disco. E por world music entenda-se música sem fronteiras: "A diferença para meus outros discos é que este está mais internacional", ratifica ele. E também o som mais aproximado do pop, como acontece em Shakespeare (de Caldão Volpato, feita para Senza vapore, disco de cabeceira dos mangueboys de primeira hora). Marion Del'Eite, cantora francesa que vive no Rio, a interpreta em levada de chanson, lenta e suave. Esta é para tocar no rádio.

Porém Shakespeare é antecedida por Wakaru, um caboclinho turbinado. "Há muitos elementos desconexos nesta canção: pífanos de caboclinho, linha de baixo de trance, uma rabeca melodiosa e um cara falando num japonês estropiado. Sacou a coisa? Nem eu, mas gostaria", diz Dolores.

O elemento surpresa se faz presente ao longo de todo o disco. Quem esperaria um surfe rock, meio indie, num disco de DJ Dolores? Flying horse é isto, ou melhor, como ele próprio explica: "Há uma faixa surpreendente de Saul Williams (rapper, ator e escritor americano) na qual ele se vale de surf music como fundo para um poema dele. Queria fazer algo semelhante, mas em certo momento perdi controle e a canção acabou soando como seria com uma velha banda de garagem brasileira se eles já tivessem computadores nos anos 70. Música tem vida própria, é só segui-la".

Depois de um rock, uma faixa intitulada Saudade, inspirada num forró dos anos 70, A velha debaixo da cama (Jonas Andrade), que também acabou saindo do controle, "Quando comecei esta faixa tinha aquela música na cabeça, mas não sei exatamente o que aconteceu. Talvez tenha sido o frio de Campos do Jordão (onde eu estava quando compus a música), mas acabou como uma coisa melancólica, sentimental".

Uma das melhores faixas do álbum é Tocando o terror, um carimbó cadenciado, com umas levadas latinas no meio, e uma guitarra matadora de Gabriel Melo (co-autor da canção). "Fui para o estúdio com a base pronta, porém sem ter idéia de como desenvolver a coisa. Então Gabriel veio com um tremendo solo e aconteceu", conta Dolores a criação da canção, que é cantada por Tiné (da Academia da Berlinda), um dos vários convidados do disco. As vozes quase todas são de Isaar (que está cada vez melhor cantora, com seu timbre único). Mônica Feijó, Cláudia Beija, Silvério Pessoa e Hugh Cornwell, da banda inglesa protopunk The Stranglers, são as outras vozes no disco.

Nos instrumentos, uma seleção de craques, entre os quais o sempre instigado guitarrista Fernando Catatau, o baixista Júnior Areia e Bactéria (Mundo Livre S/A), Dengue. DJ Dolores derrama-se em elogios a Yuri Queiroga, espécie de faz-tudo do disco, presente em quase todas as faixas, tocando de guitarra a ocarina.

No luxuoso encarte, Dolores em lugar das letras das canções, preferiu incluir pequenos textos, uns comentando as faixas, outros filosófico, como o de Cala cala (uma das poucas faixas que lembram ao primeira fase, com a Santa Massa, com a rabeca de Maciel Salu à frente): "Fico constantemente impressionado pelo tipo de convicção que é marca registrada do idealista extremado. Universo que o cerca é hostil ao seu ponto de vista – então eles atacam veementemente nosso mundo o qual – sob sua ótica – parece imperfeito e necessitando de ser transformado".

Lançado pelo selo belga Crammed (o mesmo de Cibelle, Bossacucanova, Konono nº1, John Lurie), 1 Real sairá primeiro na Europa, em fevereiro, quando DJ Dolores e a Aparelhagem embarcam numa turnê por sete países, começando em Portugal e terminando na França. "Não sei exatamente quando o disco será lançado aqui, mas pretendo fazer isto o mais breve possível, para viajar com o show também pelo Brasil. Estou negociando, pode ser que saia encartado em alguma revista. Vou fazer também uma edição mais simples, para vender nos shows", diz

FONTE EXTRAIDA DA INTERNET

15/05/2008

O TEATRO MAGICO




“O Teatro Mágico é a idéia de um sarau amplificado onde tudo pode acontecer”, explica Fernando Anitelli, responsável pela idealização e direção artística do projeto. Em um sarau pessoas dispostas a se expressarem artisticamente se reúnem para somar experiências, compartilhar idéias e ideais. Através do projeto “O Teatro Mágico”, Fernando Anitelli amplifica a atmosfera de um sarau, convidando artistas que através da música, do teatro, do circo e da poesia possam contribuir para a composição do espetáculo, que renova a cada apresentação.

No palco, percebe-se a fusão harmoniosa do popular e do erudito - violão, guitarra, baixo, bateria e samples se somam aos violinos, aos instrumentos de sopro e de percussão. O show é repleto de surpresas e emoções. Ora uma cena de teatro arranca sorrisos da platéia, ora uma boneca despenca habilidosamente de um tecido colorido. Trapezistas e malabaristas desafiam a força, o equilíbrio e a destreza, enquanto o público, maravilhado, se deleita com tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo.

Em cena, músicos e atores caracterizados com maquiagem e figurinos “clown” transmitem a idéia de que cada um ali é um personagem - o personagem maior de si mesmo. Com base na idéia de que a arte pode deixar de ser um mero objeto de consumo, Fernando Anitelli, através de projeto “O Teatro Mágico”, vem mostrando com sucesso que é possível trilhar um caminho alternativo para a produção e divulgação artística no Brasil. O cd “O Teatro Mágico - Entrada Para Raros” registra mais de 50 mil Cópias vendidas. Na Virada Cultural 2007, em são Paulo, 40 mil pessoas presenciaram o espetáculo. A Recente turnê pelo nordeste reuniu mais de 5 mil espectadores só em Recife.

A Divulgação, feita pelo boca-a-boca e pela internet, conta com o site oficial (120 mil acessos/mês), com o youtube (mais de 2 mil vídeos) e com o orkut, onde constam comunidades criadas em diversos estados do país -ponto de encontro para o público, que organiza encontros e saraus para celebrar o espírito da arte e cultura livre proposto pelo projeto. A comunidade oficial do Teatro Mágico recebe novas adesões diariamente - atualmente são quase 80 mil membros, levantando a bandeira da arte livre, Fernando Anitelli disponibiliza todas as músicas do espetáculo para serem baixadas gratuitamente no site oficial (www.oteatromagico.mus.br) e o cd, gravado de modo independente, sem apoio de gravadoras e distribuidoras, é vendido pela internet e na lojinha montada nas apresentações por apenas R$5. Para aqueles que não possuem condições de ter acesso ao material, Anitelli incentiva a cópia e a distribuição
gratuita de seu trabalho.

FONTE SITE OFICIAL

Lenine





Cantor, compositor, arranjador, músico e produtor. Poucos artistas reúnem talento em tantas atividades. Já no começo dos anos 80, o público, perplexo, via Lenine e seus companheiros invadindo o palco com bumbos rústicos, entoando tradicionais maracatus pernambucanos com uma linguagem pop e equilibrando os acentos regionais de sua música. Cerca de 15 anos ainda se passariam até que o gênero fosse aceito em âmbito nacional e Recife (PE) fosse vista como um novo pólo de criação musical no Brasil.

Aos 17 anos, em sua Recife natal, Oswaldo Lenine Macedo Pimentel montou com um amigo a loja de discos Wave, para estar mais perto dos desejados LPs importados. Só então ele despertaria para a música brasileira. Dois anos depois, foi acompanhar o nascimento de seu primeiro filho, no Rio de Janeiro (RJ), onde pretendia passar um ou dois anos, mas foi ficando, ficando... Inscreveu-se no festival MPB Shell 81 com a música “Prova de fogo”, de sua autoria. No ano seguinte, gravou seu primeiro disco, “Baque solto”, em parceria com Lula Queiroga. Em 1993, em dupla com Marcos Suzano, lançou o segundo LP, “Olho de peixe”. Quando viu, já tinha adotado o Rio.

Nesse tempo, Lenine se revelou um compositor de mão cheia. Hoje, mais de 500 músicas levam sua assinatura, sendo que cerca de cem delas já foram gravadas por ele ou outros artistas. Esta rica obra inclui até mesmo oito sambas-enredo campeões do carnaval de rua carioca.

Em 1997, Lenine lançou seu primeiro disco solo, “O dia em que faremos contato”, considerado um marco da MPB por unir acústica, tecnologia eletrônica, raízes regionais e linguagem pop internacional para dar novos rumos à música brasileira. O CD lhe rendeu dois prêmios Sharp.

Após uma grande turnê nacional, Lenine se apresentou na Cité de la Musique, em Paris, em 1999, o que alavancou sua carreira na Europa. No mesmo ano, ele lançou o CD “Na pressão”, que revelava toda a diversidade brasileira ao misturar maracatu, xote, samba, rap, coco, jungle, xaxado e trip hop. Lenine se colocava como um “cronista sonoro” do Brasil de fim de década/século/milênio, radiografando fielmente o cotidiano da nação.

Desde então, Lenine tem feito shows em dezenas de países. Em três anos, ele se apresentou para mais de 800 mil pessoas no exterior. Em 2001, este pernambucano de alma carioca esteve em 14 cidades da França, onde seu público é mais significativo e “Na pressão” vendeu 30 mil cópias, sendo sempre apontado como um dos nomes mais representativos da nova música brasileira.

O ano de 2001 marcou a presença de Lenine no cinema e no teatro, visto que o artista assinou a direção musical do filme “Caramuru – A invenção do Brasil”, de Guel Arraes, e da trilha sonora da peça “Cambaio”, de Chico Buarque e Edu Lobo. Na TV, suas músicas estiveram nas novelas "As filhas da mãe" e “O clone”, além do infantil "Sítio do Picapau Amarelo".

Lançado simultaneamente em dez países, “Falange canibal”, álbum de 2002, contou com participações especiais de diversos artistas brasileiros e estrangeiros de variadas vertentes musicais. Lenine segue sua viagem inovadora sem encontrar as tais barreiras supostamente impostas pela língua.

Seu Jorge



Jorge Mário da Silva nasceu em 8 de junho de 70. Carioca de Belford Roxo, flamenguista, devoto de São Jorge e filho de Ogum, Seu Jorge já foi borracheiro, relojoeiro, marceneiro, office-boy e contínuo de banco. Até que surgiu o convite do clarinetista Paulo Moura para um teste numa peça musical. A partir daí, Jorge encenou mais de 20 peças com a companhia TUERJ. Integrou o o grupo Farofa Carioca e hoje é sambista solo. Seu primeiro disco sob essa condição é o elogiado “Samba Esporte Fino”, produzido por Mario Caldato Jr., o mesmo dos Beastie Boys. Entre suas principais influências estão Nelson Cavaquinho, Estação Primeira de Mangueira, Romário, Stevie Wonder e Zeca Pagodinho.

Mestre Ambrósio






Mestre Ambrósio é o mestre de cerimônias do teatro folclórico popular Cavalo Marinho na Zona da Mata, norte do estado de Pernambuco, que inspirou o nome da banda. Em cima da base nordestina do forró, maracatu, coco, baião, caboclinho, ciranda e das letras inspiradas na tradição popular, o Mestre Ambrósio desenvolve seu lado pop. Seus integrantes têm referências musicais distintas, o que adiciona ao som um pouco de rock, jazz e música árabe.

Quando foi fundado, em 1992, o Mestre Ambrósio tinha Siba (Sérgio Veloso), inicialmente na guitarra e depois na rabeca, Eder "O" Rocha, percussionista, Helder Vasconcelos, ex-guitarrista e tecladista e atual percussionista e fole de oito baixos. Depois entraram Mazinho Lima (baixo elétrico e triângulo), Sérgio Cassiano (percussão e vocal) e Mauricio Alves (percussão).

Filhote da mesma vertente mangue beat de Chico Science & Nação Zumbi e Mundo Livre S/A, o Mestre Ambrósio usa menos referências importadas que seus pares, permanecendo mais ligado às bases nordestinas. O CD independente Mestre Ambrósio (1996), produzido por Lenine e Marcos Suzano, foi bem aceito e vendeu 20 mil cópias. A divulgação boca-a-boca deu à banda um caráter cult. O clipe Pé-de-calçada, gravado e produzido por eles, começou a ser veiculado na MTV, o que serviu para apresentar o grupo fora do circuito pernambucano. A porta de entrada foi São Paulo, onde radicaram-se em 1997. Excursionaram por mais de 10 cidades européias, passaram pelos Estados Unidos e foram indicados para o MTV Video Music Brasil na categoria Banda/Artista Revelação com o clipe Se Zé Limeira Sambasse Maracatu. A música José foi incluída na coletânea Strictly Worldwide, do selo alemão Piranha Records, especializado em música étnica. Uma de suas músicas, Baile Catingoso, foi incluída na trilha sonora de Baile Perfumado, de Lirio Ferreira e Paulo Caldas.

O segundo disco, Fuá na Casa de Cabral (1998), foi lançado por uma gravadora multinacional, a Sony, e gravado acusticamente com inclusões eletrônicas, assinadas pelo produtor Suba. O lançamento oficial foi no Abril Pro Rock, em Recife, em 1999. Emplacou melhor nos Estados Unidos do que aqui, entrou no top ten alternativo do crítico do New York Times Jon Pareles, e a banda começou 2000 fazendo uma turnê norte-americana. Ainda pela Sony, em 2001, lançam o CD Terceiro Samba. Além da conhecida mistura de estilos tradicionais do Nordeste, a banda traz neste disco dois sambas no melhor estilo carioca: Saudade (do vocalista e multiinstrumentista Sérgio Cassiano) e Lembrança de Folha Seca (de Siba). O Mestre Ambrósio decidiu em Terceiro Samba explorar radicalmente alguns instrumentos ainda pouco conhecidos no Sudeste, como o fole de oito baixos, o ilu (tipo de atabaque que veio das religiões afro-brasileiras), a alfaia de maracatu e a caixa-prato. O disco é considerado o trabalho mais maduro e o que melhor transmite o perfil da banda, até agora.

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Zeca Baleiro




O primeiro cd, “Por Onde Andará Stephen Fry?”, lançado em 97, ganhou impulso após a participação de Zeca no Acústico MTV da cantora Gal Costa. Compositor talentoso, de personalidade, vozeirão sensual, humor e verve afiados, com poesia original e uma maneira peculiar de tocar o violão, o artista encanta as platéias onde quer que se apresente, conquistando público de todas as idades.

"Vô Imbolá", de 99, veio consolidar o nome de Baleiro. Com um figurino marcante e a bordo da Ziguifrida Imboladeira , bicicleta e casaco cheios de penduricalhos, sínteses da proposta de mistura, essa temporada foi aberta na São Luís natal com concurso de bicicletas decoradas e encerrada com uma grande festa que reuniu convidados como Antonio Vieira, Martinho da Vila, Genival Lacerda e Margareth Menezes.

Em "Líricas”, terceiro cd, Baleiro radicalizou na mudança de sonoridade em favor da reflexão e da poesia. Com figurino mais sóbrio e cenário sofisticado inspirado numa sala de visitas, a temporada trouxe ainda como novidade o lançamento no cinema, antes das sessões, do videoclipe de "Proibida Pra Mim" (canção da banda Charlie Brown Jr.).

Considerado pela crítica como o seu melhor disco, lançado em 2002, “PetShopMundoCão” utiliza linguagem eletrônica e traz convidados como o soulman Carlos Dafé, o mutante Arnaldo Batista, Elba Ramalho, Totonho e os Cabra e Karnak.

Em 2003 Baleiro gravou em parceria com Fagner o cd Raimundo Fagner & Zeca Baleiro (Indie Records). Mostrado em curta temporada por capitais brasileiras, o show foi registrado em DVD pelo Multishow durante temporada no Canecão, Rio de Janeiro.

Encerrando cada turnê com o registro de imagens dos shows, desde dezembro de 2004 os DVDs começaram a ser lançados: “PetShopMundoCão – A Ópera Infame Ao Vivo” foi o primeiro, seguido de “Líricas”, em março de 2005. “Vô Imbolá”, show gravado em 2000, tem lançamento previsto para março de 2006.

Com apresentações anuais na Europa, Zeca já mostrou seu trabalho em Cannes (MIDEM-99), no Festival de Montreux (99), Cartagena (Espanha), Tübingen (Alemanha), Bélgica, Cabo Verde, além de temporadas anuais em Portugal, em bem sucedidas apresentações desde o lançamento, pela Som Livre portuguesa, da coletânea “Perfil”. Em 2005, apresentou-se na inauguração do Carreau de Temple, espaço do Brasil em Paris, no Ano do Brasil na França.

Com vocação para agregar gente de todas as tribos e gerações, o cantor iniciou em 2004 um projeto que será retomado em 2006, o “Baile do Baleiro”, onde faz a ponte entre tradição e modernidade. A idéia é promover encontros memoráveis, resgatar ídolos de outras gerações e espelhar a multifacetada produção cultural do país.

”Baladas do Asfalto e Outros Blues”, lançado em agosto de 2005, quinto álbum solo, traz um Zeca Baleiro maduro e com total domínio de seu ofício. Melodias certeiras, arranjos elaborados e poesia em alta voltagem, tudo com leve toque on the road .

Ainda em 2005, Baleiro lança o selo Saravá Discos, em parceria com sua empresária Rossana Decelso, para reunir todas as produções do artista. O selo está sendo inaugurado com o CD póstumo de Sérgio Sampaio, trazendo inéditas do artista capixaba falecido em 94 e produzido a partir de uma demo que Sampaio deixou. Além deste, um disco com poemas da escritora paulista Hilda Hilst musicados por Baleiro, que conta com a participação de dez cantoras: Zélia Duncan, Verônica Sabino, Ná Ozzetti, Maria Bethânia, Ângela RoRo, Rita Ribeiro, Olívia Byington, Mônica Salmaso, Jussara Silveira e Ângela Maria.

Release: site oficial

Mundo Livre S.A
Criado em 1984, o grupo (Fred Zero Quatro, cavaquinho, guitarra e voz; Fábio Malandragem, baixo; "Chefe" Tony Regalia, bateria; Bactéria Maresia, teclados, guitarra; Otto, que mais tarde foi substituído por Marcelo Pianinho, percussão) só foi revelado nacionalmente dez anos depois, com a explosão do movimento mangue beat pernambucano. O primeiro CD da banda, "Samba Esquema Noise", de 1994, foi bem recebido pela crítica e pelo público, que percebeu a música do Mundo Livre como novidade, graças à mistura de samba, samplers e guitarras pesadas. A partir de então começaram a se apresentar, freqüentemente ao lado do grupo Chico Science e Nação Zumbi, principal expoente do mangue beat. Com a morte prematura de Chico Science, o Mundo Livre passou a se destacar como principal banda de mangue beat, principalmente após o disco "Carnaval na Obra", de 1998, terceiro da banda. Em 2000, com o lançamento de "Por Pouco", adotaram uma original "estratégia de marketing", contratando modelos profissionais para representar a banda em sessões de foto e coletivas.

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12/05/2008

CHICO SCIENCE

Tudo começou na Orla Orbe. Não é nenhum barzinho à beira-mar do Recife, mas o nome da primeira banda da qual Francisco de Assis França fez parte, nos idos de 1987. Nessa época, ele ainda não era Chico Science, mas sua inventividade já se anunciava, alimentada pela participação, três anos antes, na Legião Hip Hop, um grupo de dança de rua no qual grafiteiros, músicos e dançarinos curtiam o melhor da música negra norte-americana.A black music também era a base do Loustal, grupo posteriormente formado por Chico e seus amigos Lúcio Maia e Alexandre Dengue. O nome é homenagem ao quadrinista francês Jacques de Loustal, cujo trabalho era apreciado por Chico. O hip hop da Legião e o funk e o soul da Orla Orbe eram alguns dos elementos misturados pelo Loustal, que se utilizava também de rock e ska.No início de 91, Chico Science entrou em contato com o Lamento Negro, um bloco afro que trabalhava com educação popular no centro comunitário Daruê Malungo, periferia do Recife. O vigor da percussão chamou a atenção do cantor, que começou a trilhar rumo distinto, misturando num mesmo balaio black music e música de raiz, como maracatu e coco de roda - eis aqui o embrião do que se batizou manguebit.Nesse mesmo ano, nada mais de Orla Orbe ou Loustal, a galera atendia pelo nome de Chico Science e Lamento Negro: a Chico (voz), Lúcio (guitarra) e Dengue (baixo) juntaram-se Toca Ogam (percussão/efeitos), Canhoto (caixa), Gira (tambor), Gilmar Bola 8 (tambor) e Jorge du Peixe (tambor). Canhoto não ficou muito tempo, sendo substituído por Pupilo. O público assistiria, em junho, ao primeiro show da banda - já conhecida como Chico Science e Nação Zumbi (CSNZ) - no Espaço Oásis, em Olinda. A partir daí, várias outras apresentações aconteceram, junto com outros grupos do Recife como o mundo livre s/a. A turma reunia os tipos mais diversos, músicos, jornalistas, artistas plásticos, punks... O elo entre todos era o gosto por música, fosse qual fosse o tipo ou a origem. Os jornais locais começavam a abrir espaço e a designar a cena musical que fervilhava no Recife sob o rótulo de mangue ou manguebit.Uma coletânea começou a ser elaborada em 92, com músicas de CSNZ e mundo livre s/a, batizada de Caranguejos com Cérebro - o mesmo nome de um manifesto escrito por integrantes do manguebit. O projeto não deu certo e as bandas se organizaram para fazer uma pequena excursão pelo Brasil. Três shows em São Paulo e Belo Horizonte foram suficientes para chamar a atenção de crítica e público e para fazer a Sony Music elaborar uma proposta de contrato. No final do ano, o grupo entrava no estúdio Nas Nuvens acompanhado do produtor Liminha para gravar o primeiro disco.Da Lama ao Caos chegou ao mercado nacional em 94. O CD conseguiu arrebatar os críticos dos principais cadernos culturais do Brasil, levando também o público ao delírio, apesar de, em algumas faixas, deixar de lado a força que a Nação Zumbi demonstra no palco. Mas os shows não eram mais problema: a banda começou a excursionar e mostrar as histórias do mangue mundo afora. Participando de festivais nos Estados Unidos ou fazendo shows pela Europa, CSNZ foram deixando sua marca por onde passavam, preparando o terreno para novas idéias - e para o novo disco. Um grupo mais maduro voltou ao Nas Nuvens em 96, para gravar Afrociberdelia. Deixando o produtor de lado e assumindo o comando do disco, a Nação deixou que pitadas eletrônicas permeassem o CD, que conta com diversas participações especiais, entre elas Gilberto Gil, Fred 04 (mundo livre s/a) e Marcelo D2 (Planet Hemp). A estrada foi a casa da banda durante esse ano: novamente Estados Unidos, novamente Europa, novamente o Brasil - e todos se impressionavam com o batuque dos tambores de Chico Science e Nação Zumbi.O ano de 97 chegou para mudar radicalmente a trajetória da banda. Num acidente de carro na fronteira entre o Recife e Olinda, Chico Science morreu, às vesperas dos shows que o grupo faria no carnaval. A estupidez do fato chocou a todos e fãs desolados choravam em todo o País, questionando a injustiça: por que morrer, aos 33 anos, um cara que ainda tinha tanto para fazer, que tinha muito a dizer? A precocidade, antes de mais nada, colocou o nome de Chico no panteão dos artistas-mito.A Nação Zumbi, no entanto, se viu zonza, perdida, e levou bom tempo para achar o norte novamente. Muito se especulou sobre a continuidade da banda: uns diziam que seria impossível sem o vocalista, outros acreditavam que, se continuassem, não chegaria aos pés do que o grupo era com Chico nos microfones. Depois de um "CD tributo" - CSNZ, de 98 -, o grupo lançou no ano passado o disco Rádio S.AMB.A. Saindo da supervisão de uma grande gravadora, o disco foi autoproduzido e saiu pela Y?Brazil Music: elogios e críticas apareceram, exaltando o fôlego da Nação de seguir adiante, longe da sombra de Chico Science.

EXTRAIDO DA INTERNET
Siba

Mestre Ambrósio sempre foi o "lado B" do manguebeat. Enquanto Chico Science, Zero Quatro e outros partiam do regional para um pop universal, o MA fez o caminho inverso, dando vitalidade e juventude às raízes nordestinas. Em seu projeto solo, o vocalista/rabequista Siba radicaliza a proposta e cai dentro da mais primeva forma de samba rural. Samba este que guarda pouca semelhança com o partido alto que se ouve no Sudeste. Com apetite de arqueólogo, Siba convocou uma trinca (Biu Roque, Mané Roque e Manoel Martins) de cantores-percussionistas do interior de Pernambuco para formar o núcleo de sua fuloresta. Na pauta, não o samba tradicional, mas a música do imaginário popular da Zona da Mata - cirandas e maracatus. O parentesco com o Mestre Ambrósio é natural, pela voz peculiar de Siba e dos formatos das canções (quase todas inéditas), já explorados pela banda. Mas a rusticidade e o tom de descoberta reverente que permeiam o disco deixam o MA parecendo uma banda pop, em comparação. Trata-se aqui de sons ancestrais, desconectados de influências contemporâneas e que remetem a um outro tempo - até mesmo a um outro Brasil, mais rural e aparentemente mais simples, mas carregado de sutilezas rítmicas e poéticas.

Siba encontra-se muito à vontade neste universo à parte. Suas composições vasculham com propriedade a tradição e não se desviam nunca da proposta original; mesmo o potencial "dançante" de algumas músicas do Mestre Ambrósio foi sacrificado em prol da autenticidade e da fidelidade. É um mergulho radical, sem concessões. Das temáticas e vocabulário das letras ao estilo dos arranjos (dando ênfase aos metais "de coreto"), Fuloresta é purista até a raiz. Sempre trafegando nos parâmetros estritos da ciranda e do maracatu de baque solto, Siba consegue variações surpreendentes de uma faixa para outra. Se em algumas o disco soa frenético (Meu Rio de Samba, Trincheira da Fuloresta), noutras um tom mais lírico toma conta - caso de Maria Minha Maria, comovente melodia de domínio público entoada por Biu Roque. Mais vale deixar-se levar pela cadência toda própria do "samba" que Siba e seu grupo armam em canções como Suinã ou Barra do Dia. (Marco Antonio Barbosa)

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OTTO!

QUEM É OTTO?

Ex-percussionista da primeira formação da Nação Zumbi e do mundo livre s/a (com quem gravou os dois primeiros discos), o também cantor e compositor Otto saiu dos fundos dos palcos para trazer o ousado "Samba pra Burro" à tona. Descendente de holandeses e índios, ele nasceu em Belo Jardim, a 180 quilômetros da capital pernambucana, onde cresceu ouvindo cirandas nas festas populares na cidade. Saiu de Pernambuco em 1989 para passar dois anos na França, tocando percussão nas ruas e metrôs de Paris. Na volta, aportou no Rio de Janeiro e chegou a animar o som de uma gafieira ao lado de Jovelina Pérola Negra. Do Rio, rumou para o Recife, quando conheceu duas pontas de lança do movimento mangue beat, Chico Science e Fred 04. Nessas idas e vindas, absorvendo as correntes, nascia seu estilo. Sempre embalado pelo som de influências locais (não só de Recife como de todo o Brasil), começou a interessar-se pela música eletrônica. Resgatando ritmos brasileiros e fundindo-os ao som eletrônico, raiz e modernidade somaram-se em "Samba pra Burro", numa dobradinha que acentuou-se quando mudou-se de Recife para São Paulo. Foi saudado pela imprensa como autor de um trabalho inventivo e estimulante, numa colagem de maracatu com drum’n‘bass, forró com rap. Algumas melodias remetem às cantigas de roda. O disco foi escolhido pela Associação Paulista de Críticos de Arte como o melhor de 1998. Bebel Gilberto, Fred 04 (do Mundo Livre) e Erasto Vasconcelos (irmão de Naná) participaram da estréia solo de Otto. O som deste louro de olhos azuis nascido no sertão pernambucano já embalou uma festa dos integrantes do Oasis, em Londres. Poucos meses depois de cair no circuito, as músicas de "Samba Pra Burro" também foram parar no som de lojas americanas como as dos estilistas Gianni Versace e Prada. Em 1999, tocou ao lado de Tom Zé no Heineken Concerts, em São Paulo. Dois anos depois, Otto lança seu esperadíssimo segundo álbum, entitulado Condom Black, que nos apresenta um som "mais orgânico" sem deixar a eletrônica de lado. O novo trabalho também leva a assinatura de Apollo 09 na produção.

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CORDEL DO FOGO ANCANTADO

Em 1997 um grupo teatral voltou a atenção para a cidade de Arcoverde. Nascia o espetáculo Cordel do Fogo Encantado. Na formação, Lira Paes, Clayton Barros e Emerson Calado. Por dois anos, o espetáculo, sucesso de público, percorreu o interior do estado.

Em Recife, o grupo ganhou mais duas adesões que iria modificar sua trajetória: os percussionistas Nego Henrique e Rafa Almeida. No carnaval de 99 Cordel do Fogo Encantado se apresenta no Festival Rec-Beat e o que era apenas uma peça teatral, ganha contornos de um espetáculo musical. Ao lirismo das composições somou-se a força rítmica e melódica dos tambores de culto-africano e a música passou a ficar em primeiro plano.
A estréia no carnaval pernambucano mais uma vez chamou a atenção de público e crítica e o que era, até então, sucesso regional, ultrapassou as fronteiras, ganhando visibilidade em outros estados e o status de revelação da música brasileira.

Na formação, o carisma e a poesia de Lira Paes, a força do violão regional de Clayton Barros, a referência rock de Emerson Calado e o peso da levada dos tambores de Rafa Almeida e Nego Henrique. Cordel do Fogo Encantado passa a percorrer o país, conquistando a todos com suas apresentações únicas e antológicas.



As apresentações da banda surpreenderam a todos não somente pela força da mistura sonora ousada de instrumentos percussivos com a harmonia do violão raiz. À magia do grupo que narra a trajetória do fogo encantado, soma-se a presença cênica de seus integrante e os requintes de um projeto de iluminação e cenário.

Em 2001, com produção do mestre da percussão Nana Vasconcellos, Cordel do Fogo Encantado se fecha em estúdio para gravar o primeiro disco, que leva o nome da banda. A evolução artística amplia ainda mais o alcance do som do grupo que, mesmo atuando independente, ganha mais público e atenção da mídia, por onde passa.

Com turnê que passou pelos mais remotos cantos do país, um ano depois, em 2002, o grupo volta para o estúdio para gravar o segundo trabalho: O Palhaço do Circo Sem Futuro, produzido por eles mesmo, de forma independente. Lançado no primeiro semestre de 2003, o trabalho foi considerado pela crítica especializada um dos mais inventivos trabalhos musicais produzidos nos últimos anos.

E Cordel do Fogo Encantado ganha projeção internacional, com apresentações na Bélgica, Alemanha e França. Entre os prêmios conquistados pela banda estão o de banda revelação pela APCA (2001) e os de melhor grupo pelo BR-Rival (2002), Caras (2002), TIM (2003), Qualidade Brasil (2003) e o bi-campeonato do Prêmio Hangar (2002 e 2003).

No cinema, a banda participou da trilha sonora e do filme de Cacá Diegues, “Deus É Brasileiro”. Nas brechas das turnês, Lira Paes marcou presença também na trilha sonora de “Lisbela e o Prisioneiro”, de Guel Arraes, na qual interpreta a música “O Amor é Filme”.

Em outubro de 2005 Cordel do Fogo Encantado lançou o DVD “MTV Apresenta”, o primeiro registro audiovisual da banda. “Transfiguração”, terceiro disco lançado em setembro de 2006, vem borrar ainda mais a linha de fronteira entre as artes cênicas e a música. Pela primeira vez o grupo faz primeiro o registro sonoro para então se dedicar à criação do espetáculo. Com produção de Carlos Eduardo Miranda e Gustavo Lenza e mixagem de Scotty Hard, Cordel do Fogo Encantado se firma como um dos grupos mais representativos da cena independente nacional.

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RIO MARACATU

O Rio Maracatu é um grupo fundado em 1997 no Rio de Janeiro, nascido da união de músicos pernambucanos e cariocas para resgatar e valorizar uma parte importante da nossa rica cultura musical. A partir do Maracatu de Baque Virado, tradição da cidade do Recife, o grupo desenvolve um trabalho de pesquisa e execução de ritmos, cantos e danças tradicionais brasileiras, como a Ciranda, o Côco, o Samba, além do Maracatu.
O Rio Maracatu é um eixo ativo do amplo movimento atual no Rio de Janeiro de retomada e renovação da música tradicional brasileira, tendo como parceiros naturais de trabalho grupos como Jongo da Serrinha, Cordão do Boitatá, Céu na Terra, Afroreggae, Forróçacana, Monobloco, entre outros. Hoje graças a este movimento o Rio de janeiro tem eventos dedicados à música tradicional que atraem visitantes do mundo inteiro e geram desenvolvimento e renda para a cidade.

Breve Histórico Desde 1998 o grupo realiza desfiles, cortejos e shows de reconhecida qualidade musical, já tendo se apresentado em companhia de grandes artistas como Djavan, Lenine, Manu Chao, Lia de Itamaracá, Alceu Valença, Mestre Ambrósio, entre outros. Além de apresentações em eventos o grupo também realiza os já tradicionais desfiles do Bloco Rio Maracatu em Santa Teresa e na orla de Ipanema, que atraem cariocas e turistas em uma grande confraternização musical. O Grupo também já fez apresentações nas lonas culturais para comunidades de baixa renda e participou de vários eventos sociais em comunidades da Zona Oeste e Baixada Fluminense. Hoje o Rio Maracatu é um grupo bem conhecido dos cariocas, respeitado em todo o Brasil e que tem um intenso intercâmbio com os mais importantes mestres de Maracatu do Recife. Nascido no Rio de Janeiro, o grupo não aspira a tentar igualar-se às grandes nações de Maracatu do Recife, mas ativar e estimular intercâmbios entre essas duas culturas, a pernambucana e a carioca.

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04/05/2008




PLAGIO
(EPIC)


Muitos brasileiros, vítimas do plágio e da pirataria, já estão prestes a acreditar na máxima de que, no Brasil, nada se cria, tudo se copia. Sócio de uma escola de inglês, que há 18 anos funciona na Pituba, o empresário Luís Roque Tremarim luta há mais de uma década na Justiça para fazer valer seu direito autoral sobre um método de ensino da língua inglesa largamente plagiado no país.
Apesar de deter a patente, concedida pelo Ministério da Cultura, do Programa The King´s English, Tremarim calcula estar tendo prejuízo superior a R$50 milhões enquanto mais de 200 escolas de idiomas lucram plagiando o método. “A cada dia, tomo conhecimento da existência de novas escolas que estão nos lesando. Não dá nem tempo de processar todas”, conta o empresário que, diante de uma pilha de documentos em tramitação na Justiça, diz investir em média R$4 mil para cobrir custos processuais, sem contabilizar os gastos com honorários dos advogados.
Depois de adquirir, em 1996, os direitos autoriais do método criado pelo argentino Hermínio Alberto Buscaglia, Tremarim começou uma batalha inglória com escolas que se apropriam desde material didático (livros e CDs com material audiovisual) à filosofia de marketing, ao número reduzido de alunos por sala e flexibilidade de dias e horas das aulas. No primeiro processo, movido em 2003 contra a escola British and America, em que pedia uma indenização de R$1 milhão, teve o parecer favorável do juiz Moacir Reis Fernandes Filho. Com penalidade de multa diária de R$5 mil, a escola que funcionava em Camaçari foi fechada, mas outras continuam funcionando em diversas cidades do país. “Toda vez que a Justiça bate na porta, eles disfarçam o conteúdo do material que usam ou constituem uma nova empresa”, lamenta o empresário que, apesar de liminares e sentenças favoráveis, só acúmula prejuízos e aborrecimentos com a ação dos plagiadores.
Em um dos processos, o presidente da empresa acusada é flagrado numa das 11 fitas de vídeo entregues à Justiça como prova do crime assumindo o crime de plágio. “Num treinamento de funcionários, ele confessa que adaptou o nosso know-how corrigindo as falhas e ainda desdenha dizendo que no Brasil nada se cria, tudo se copia”, conta indignado o dono da Epic, única escola de inglês autorizada a utilizar o método The King´s English.
Uma outra escola acusada de plagiar o método – a Up Time – chegou a propor para livrar-se do processo o pagamento mensal de R$50 por unidade de ensino durante 30 anos. “Pouco tempo depois dessa proposta indecente, eles assinaram contrato de patrocínio de um time de vôlei de R$2,5 milhões por temporada”, conta indiganado o empresário que, apesar de ouvir de todas as pessoas que a luta não vai dar em nada, não desiste. “Não posso deixar de lutar por aquilo que sei que é certo”, declara Tremarim. Os prejuízos vão além da concorrência desleal. “O pior é sentir o descrédito de alunos que já passaram por uma escola onde o método foi plagiado”, acrescenta o gerente de marketing da Epic, Rodrigo Ribeiro.


Amarelo Manga "OTTO"


Não vai ficar de graça
E dentro desta caixa
Um corpo que não fala
Um corpo de indigente
Um corpo que não fala
Um corpo que não sente
Amarelou mangou de mim
Não vai ficar de graça
E dentro desta caixa
Um corpo indigente
Um corpo que não fala
Um corpo que não sente
A minha vida até a morte é boa
Por isso tudo um dia vai chegarAmarelô
Nada é colocado no camiho por acaso
Nada é colocado no caminho que não possa ser suportado
Ultrapassado, provas, testes, ensinamentos
E outras coisas são na esteira
Um vários graus na escala, sua alma não se cala.
Barreira.
Todos temos subsídios para vencê-las.
Mesmo que tu não leve fé
Mesmo que com isso gere uma marcha ré
Correr é um tesoure que se leva
Nessa bagagem, pra seguir viagem, pra outras paragens
Sempre em frente, em curvatura de ângulo tranquilo
Ascendente, essa é a mensagem na garrafa pra ser aberta
Quando o homem caminhar no fundo do mar
E os peixes nadarem à vontade no sertão, ou não.
A mesma louça que lavei, quebrei
Por isso vim para juntar os cacos
Eu só queria dizer
Vim para ficar
Vim para ficar